O Alfabeto das Bruxas
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Também é chamado de Alfabeto Tebano ou Theban que por sua vez é conhecido como Alfabeto de Honorian ou Runas de Honorian.
A HISTÓRIA
De origem incerta, o nome do alfabeto indicaria sua origem em Tebas (Grécia), porém sua primeira descrição foi apresentada pela obra de Johannes Trithemius (pseudônimo de Johann Heidenberg). Trithemius foi um monge beneditino na renascença alemã que em sua permanência terrena (1.462 - 1.516), foi reconhecido como lexicógrafo, cronista, criptógrafo e ocultista. Em suas pesquisas sobre os mistérios ocultos da magia, Trithemius descreve em um Glossário o "Alfabeto das Bruxas", onde atribui a fonte ao mago da idade média Honorius Thebanus. Entretanto, suas anotações somente foram divulgadas após 2 anos de seu falecimento (1.518) na obra publicada denominada “Polygraphia”, com cerca de 376 alfabetos decodificados. Em uma das páginas do livro, o Alfabeto das Bruxas encontra-se sobre o título: “Avtre Alphabet par lequel Honorius, Lurnommé Thebanus, deicriuoit occultement les reigles & ordonnances de magie” (dialeto românico).
Tradução: Outro alfabeto pelo qual Honório Lurnommé Thebanus ocultamente descreve as regras e ordenanças da magia.
Em 1.533, o renascentista alemão Heinrich Cornelius Agrippa Von Nettesheim, também ocultista, publicou o Alfabeto das Bruxas em sua obra "Três Livros de Filosofia Oculta”, atribuindo a autoria do alfabeto pelo Grimório (Heptameron) de Pietro d'Abano que também é conhecido por Petrus de Apono ou Aponensis – magista, filósofo, astrólogo e professor de medicina em Pádua (Itália). Pietro foi perseguido e morto em praça pública pela inquisição no ano de 1.316, acusado de possuir pacto com o demônio devido ao seu avançado uso da medicina com técnicas de energia e utilização de especiarias Árabes.
Entre o sim e o não (autoria), a verdade é que a "escritura mágica" roubada das mãos sagradas para ser encarcerada e utilizada a proveito da fonte inquisidora, foi liberta e tomou a força ora temida pela igreja primitiva. Nos tempos modernos está a compor novamente o horizonte daqueles que vieram para fazer este mundo melhor.
O ALFABETO THEBAN
O Alfabeto Theban, não possui semelhança gráfica com praticamente nenhum outro alfabeto. Em comparação ao Latim Arcaico, o Theban possui uma relação “letra à letra”, perdendo algumas dessas correspondências somente com o Latim moderno, onde as letras J, U e W não possuem representação e são escritas com os mesmos caracteres para I, V e W consecutivamente. As correspondências com o Latim Arcaico e a falta de pontuações, sugerem que tal alfabeto foi inspirado no Latim. Theban não tem ligação com o alfabeto hebraico, logo que não é escrito de trás para frente. A única pontuação que o Alfabeto Theban possui, é um caractere representando o fim do texto - uma espécie de ponto final. Nenhuma outra pontuação aparece nos textos de Trithemius ou de Agrippa e os posteriores a esses.
Nos primórdios dos tempos, magistas se utilizavam do Alfabeto Tebano para passar mensagens secretas em livros, garrafas, portas e locais diferenciados na intenção de agendamento em anonimato de suas atividades magísticas tais como os Sabbats e Esbats - somente quem pertencesse ao Coven ou que conhecesse a Arte, poderia compreender as instruções deixadas. Já nos tempos modernos, o Alfabeto das Bruxas é utilizado para *transliterar e substituir os idiomas em uso. Por ele codificamos nossas magias, feitiços, runas, pantáculos, sigilos e infinitas possibilidades na Arte sagrada, impedindo aos que não são iniciados a sua decodificação.
*Transliterar é diferente de traduzir
- Traduzir: escrever uma frase no idioma original utilizando um outro alfabeto;
- Transliterar em um alfabeto mágico: é estar presente ao universo oculto - a conexão intuitiva com toda a egrégora magística.
Bênçãos Plenas

Simone G. Pedrolli
Guia da ascensão em missão da Luz e dos caminhos a transformação da consciência imantada pelos "Decretos Divinos".